quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pinto do Monteiro

Minha corda não se estica
Não se tora nem se enverga
Da terra pro firmamento
Meu pensamento se alberga
Em um lugar tão distante
Que lente nenhuma enxerga.

* * *

João Paraibano

Quando o dia começa a clarear
Um cigano se benze e deixa o rancho
A rolinha se coça num garrancho
Convidando um parceiro pra voar
Um bezerro cansado de mamar
Deita o queixo por cima de uma mão
A toalha do vento enxuga o chão
Vagalume desliga a bateria
Das carícias da noite nasce o dia
Aquecendo os mocambos do sertão.

* * *

João Igor

Poeta desde criança
Cantador desde menino
Acho que é dom divino
Não existe semelhança
Ainda tenho esperança
De um dia aparecer
Alguém para me dizer
Ou tentar me explicar
Se o que me faz cantar
É o que me faz viver.

Inda não se descobriu
É um mistério da ciência
Todo tipo de experiência
Nenhum efeito surtiu
Até fora do Brasil
Já tentaram entender
Mas não tem o que fazer
Tenho que me contentar
Se o que me faz cantar
É o que me faz viver.

* * *

Dorge Tabosa trabalhando o tema “Relatos da minha infância”

No poleiro o galo canta
na cumeeira o rouxinol
dá boas vindas ao sol
canta, como quem se encanta
o meu avô se levanta
calça a bota, pega a enxada
segue a trilha orvalhada
enche a calça de espinhos
livre como os passarinhos
canta para a alvorada.

Nossa farmácia caseira
tem capim santo, chumbinho,
louro, canela, cabacinho,
erva-doce, erva-cidreira
tem a flor da sabugueira
e do mamão de corda a flor
mangará pra lambedor
e do coentro a semente
e pra curar a dor de dente
só promessa ou rezador.

Fazia boi de chuchu
gaiola de camará
bozó de pau de cajá
e búzios do mulungu
as castanhas do caju
eu guardava num jirau
e com um pedaço de pau
arame e as bandas do quengo
meu avô para o meu dengo
fez pra mim um berimbau.

O sol se esconde na serra
o rádio ecoa o repente
o meu avô no batente
tira os tabletes de terra
que nas sete-léguas emperra
depois de um dia de lida
seis horas o rádio convida
para uma ave-maria
vem a noite vai-se o dia
no doce ciclo da vida.

Zezo Correia trabalhando o tema “A vida de um passarinho”:
Canta a cauã com agouro
Em cima de uma aroeira
No ninho da quixabeira
Canta a casaca-de-couro
Eu admiro é um louro
Lá no oco apertadinho
Dentro criar um filhinho
Com tanta satisfação
Causando admiração
A vida de um passarinho.
Vê-se um maracanã
Rasgando espiga de milho
Pra dar comer a seu filho
Todo dia de manhã
Também vejo a ribaçã
Pôr pelo chão sem ter ninho
Deixar o ovo sozinho
Depois tirar sem gorar
Isso faz admirar
A vida de um passarinho.
* * *
Dedé Monteiro
Cantador pra imitar o triplo gênio
De um Xudú, de um Filó e de um Geraldo,
É preciso que tenha um grande saldo
De grandeza, de fé, de oxigênio;
E, além disso, passar quase um decênio
Preparando o bogó do coração
Pra juntar ferramenta e munição
Necessárias na guerra das ideias
Que provoca o delírio das plateias
Embaladas por tanta inspiração.
* * *
Diniz Vitorino
Vemos a lua, princesa sideral
Nos deixar encantados e perplexos
Inundando os céus brancos de reflexos
Como um disco dourado de cristal
Face cálida, altiva, lirial
Inspirando canções tenras de amor
Jovem virgem de corpo sedutor
Bem vestida num “robe” embranquecido
De mãos postas num templo colorido
Escutando os sermões do Criador.
* * *
Jó Patriota
Mesmo sem beber um trago
Sinto que estou delirando
Tal qual um cisne vagando
Na superfície de um lago
Se não recebo um afago
Vai embora a alegria
A minha monotonia
Não há no mundo quem cante
Sou poeta delirante
Vivo a beber poesia !
Zezo Correia trabalhando o tema “A vida de um passarinho”:
Canta a cauã com agouro
Em cima de uma aroeira
No ninho da quixabeira
Canta a casaca-de-couro
Eu admiro é um louro
Lá no oco apertadinho
Dentro criar um filhinho
Com tanta satisfação
Causando admiração
A vida de um passarinho.
Vê-se um maracanã
Rasgando espiga de milho
Pra dar comer a seu filho
Todo dia de manhã
Também vejo a ribaçã
Pôr pelo chão sem ter ninho
Deixar o ovo sozinho
Depois tirar sem gorar
Isso faz admirar
A vida de um passarinho.
* * *
Dedé Monteiro
Cantador pra imitar o triplo gênio
De um Xudú, de um Filó e de um Geraldo,
É preciso que tenha um grande saldo
De grandeza, de fé, de oxigênio;
E, além disso, passar quase um decênio
Preparando o bogó do coração
Pra juntar ferramenta e munição
Necessárias na guerra das ideias
Que provoca o delírio das plateias
Embaladas por tanta inspiração.
* * *
Diniz Vitorino
Vemos a lua, princesa sideral
Nos deixar encantados e perplexos
Inundando os céus brancos de reflexos
Como um disco dourado de cristal
Face cálida, altiva, lirial
Inspirando canções tenras de amor
Jovem virgem de corpo sedutor
Bem vestida num “robe” embranquecido
De mãos postas num templo colorido
Escutando os sermões do Criador.
* * *
Jó Patriota
Mesmo sem beber um trago
Sinto que estou delirando
Tal qual um cisne vagando
Na superfície de um lago
Se não recebo um afago
Vai embora a alegria
A minha monotonia
Não há no mundo quem cante
Sou poeta delirante
Vivo a beber poesia !

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

JOÃO FIRMINO CABRAL 50 ANOS DE CORDEL...



João Firmino Cabral tem sua história de vida dedicada ao cordel. Com 56 anos vivendo nas asas da poesia cordelista ele tornou-se um patrimônio da história sergipana e um dos baluartes do cordel.
para encontrar João em sua banca sempre cheia é só ir ao mercado público de Aracaju. ele estará lá, recitando versos e autografando suas criações literárias.


NA FOTO: JOÃO LIMA, JOÃO FIRMINO E ÉRICO ISRAEL.
as homenagens e o reconhecimento ao seu longo trabalho
a prefeitura de Aracaju reconhecendo o talento e a luta de João Firmino em prol da cultura cordelista.

um dos cordeis de autoria de João firmino e um dos mais vendidos e conhecidos por quem admira a arte.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

EM BREVE SEGUNDA EDIÇÃO DO MEU LIVRO DE POESIAS

NÃO SOU POETA MATUTO, SOU CIENTISTA DAS RIMAS