segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Quatro Estações

Vivo como andorinha solitária;
Insistindo em querer fazer verão;
Mas a minha insistência voluntária;
Me fez ver que o esforço foi em vão.

Eu não posso mudar a estação;
Meu INVERNO parece ressequido;
Meu OUTONO soprou sem direção;
E meu VERÃO sem você está perdido.

Seu aroma de sândalo me conforta;
E eu estou como a PRIMAVERA morta;
Precisando sentir tua loção.

És a chuva que vem tirar meu sono;

És o vento que sopra em meu outono;
E és o sol que aquece o meu verão.

RAFAEL NETO 23.12.2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

CORAÇÃO APAIXONADO



Te quero comigo e não sei o que faço;


Gostei de você, mas êxito não tive;
Cansei de escrever e talvez me prive;

De entrar nesse jogo pra não ter fracasso.

 

No meu coração você tem espaço;

Que estar garantido não sei até quando;

Ele disse a mim que está te esperando;

Que quer seu carinho, seu beijo e abraço.

 

Mas eu disse a ele: Ganhá-la eu não pude;

Ela disse não, e talvez não mude;       

Sua afirmação de não me querer.

 

Ouvi novamente o meu coração;

Que me disse assim: - Tenha compaixão;

E lute por ela pra eu não sofrer.

 

Rafael Neto
22.12.2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

NÃO TEM GRAÇA

Você disse pra mim: - Eu te adoro;
E como amigo fiel te considero;
- Como amiga meu bem eu não te quero;
Sem você ao meu lado eu só pioro.

- Me desperto de noite, penso e choro;
Não consigo dormir me desespero;
Minha chance de tê-la é quase zero;
E com a sua ausência não melhoro.

- Essa nossa amizade é excelente
Como irmã e amiga confidente
Você vem me dá cheiro e me abraça.

- Mas eu não quero assim sabe por quê?
Estou apaixonado por você;
E ser só seu amigo não tem graça.

Rafael Neto

Todo mundo tira do livro e põe na cabeça e o poeta tira da cabeça para pôr no livro ... Essa é uma realidade de que não podemos fugir...

A poesia é uma prova que o seres humanos conseguem expressar os seus sentimentos, Amo ser poeta, escrever, cantar e fingir que amo,... Até o amor deveras penetre na minha alma ...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PECADO

Teu sorriso sereno angelical;
O teu jeito de ser, o teu olhar;
E o teu corpo formoso escultural;
É quem faz o poeta se inspirar.

Eu confesso que eu sou muito carnal;
Se tu passas, eu corro para olhar;
Me perdoe meu Pai Celestial;...
Mas se ela passar, eu vou pecar.

Só te peço meu Deus me dê perdão;
Que eu não posso mandar no coração;
Que conduz os meus olhos para ela.

E antes que o pecado me envenene
Eu te peço Senhor não me condene
Mas me ajude a viver ao lado dela.

RAFAEL NETO
19/12/2013

AMIZADE É COISA RARA.

Amizade pra mim vai mais além;
Que um simples sorriso no semblante;
Sentimento que atua pelo bem;
E me faz me sentir muito importante.

Mais tem uns, que me tratam com desdém;
Com aspecto de rude, ignorante;
Que da minha amizade se retém;...
E me faz de insignificante.

Não me acene com a mão que seu desprezo;
Já estar me fazendo muito peso;
Que eu não sou mais capaz de suportar.

Não me venha fingir ser doce e grácil;
Que dizer: -Sou amigo, é muito fácil;
O difícil é você vim me provar! ...

Rafael Neto

19/12/2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Talita

Talita
 
Sua mãe deu-lhe o nome de Talita
Só que eu só lhe chamo de princesa
Quando a vejo o meu coração palpita
O meu sangue se agita, dá fraqueza.
 
Vi a lua brilhosa e tão bonita
Tão formosa, tão meiga e tão acesa;
A floresta que a ave necessita
A cascata e também a correnteza.
 
Vi o céu com estrelas luminosas
E da essência das pétalas das rosas
Eu sentir o aroma que me excita.
 
E olhando esse quadro magistral
Vi que toda beleza universal
Se curvou a beleza de Talita.
 
16.12.2013
 
Rafael Neto

Conselho ao meu machado

Conselho ao meu machado
 
-Oh! Machado voraz eu te confesso
Que eu estou com remoço e compaixão
Conduzir o senhor na minha mão
E destruir a floresta por “progresso”.
 
- Mas humilde e tristonho hoje eu lhe peço
Mate a minha ganância e ambição;
Para quê cortar pau fazer mourão?
Se isso tudo nos traz um retrocesso!
 
-Eu sou a ferramenta mais ruim
Vou cortar Pau Brasil e Pau Cetim
O Ipê, a Braúna e a Jaqueira.
 
- Talvez isso jamais lhe favoreça;
“Oh! Machado sisudo reconheça
Que o seu cabo possante é de madeira”.
 
17.12.2013
 
Rafael Neto   

domingo, 8 de dezembro de 2013


VIAGEM PARA AFRÂNIO-PE E PAULISTANA-PI COM O POETA VALDENOR BATISTA

 
VALDENOR BATISTA E RAFAEL NETO
 
 
VALDENOR BATISTA E RAFAEL NETO
 

 
 VALDENOR BATISTA E RAFAEL NETO
 
 
PORQUE SERÁ QUEM EM TODO CANTO O CARA ACHA UM DESSES
PARA IMITAR A GENTE ?? KKKKKKK
 
 
VALDENOR BATISTA E RAFAEL NETO
 
 
PLATÉIA
 




 
 






 
RAFAEL NETO E UMA AMIGA (EVA)
 
 
VALDENOR BATISTA E RAFAEL NETO
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CANTORIAS DE VIOLA

NOS DIAS 12, 13, 14 E 15 DE DEZEMBRO RAFAEL NETO E JOAS RODRIGUES ESTARÃO NUMA TURNÊ POETICA ...

DIA 12 CANTORIA EM PETROLINA-PE NO GALINHODROMO, RESTAURANTE NINHO CAIPIRA AS 19:30

DIA 13 CANTORIA EM SOBRADINHO-BA NA PRAÇA GERALDO SILVA AS 19:30

DIA 14 CANTORIA EM PAULO AFONSO-BA NO GALPÃO AO LADO DO GINASIO ESPORTIVO LUIS EDUARDO MAGALHÃES AS 19:30

DIA 15 CANTORIA EM SANTANA DO IPANEMA-AL NO RESTAURANTE AQUARELAS AS 19:30.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

GRANDE SHOW DE REPENTE NA UNIVASF PETROLINA-PE COM OS POETAS CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO

 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO
RAFAEL NETO

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

COISAS DA VIDA .

Nossas veredas são cheias
De curvas e embaraços
Pedras, espinhos e areias
Me ensinam firmar meus passos.

São sonhos apenas sonhos,
E quem me impede sonhá-los?
E com esforços medonhos
Desejo concretizá-los.

Minha luta começou
Só não sei quando termina
O que ninguém me ensinou
Por certo a vida me ensina.

No trabalho ou na escola
Igreja, festa ou cinema,
A vida é cheia de versos
Que até parece um poema.

Versos que falam de amor
Saudade angustia ou lamento
Que o cotidiano é cheio
De encontro e sentimento.

Cheio de beijos e abraços
De desejos e carícias
De lutas, risos e prantos
De fofocas e notícias.

De dores e desenganos
De olhares e beleza
De pensamentos e planos
Arrogância e gentileza.

Cheio de arrependimento
Certezas e decisões
De duvidas e nostalgias
E também imperfeições.

Cheio de ódio e perdão
E injustiça na lei,
Que o cotidiano é cheio
Dessas coisas que eu falei.
 
RAFAEL NETO

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Penúrias

 
 
Penúrias
 
Abafei no meu peito os sentimentos
Empurrei o amor entre os espinhos
Coloquei no meu rosto fingimentos
Descartei teus afagos e carinhos.
 
E na brisa eu joguei palavras sujas
Por pensar que você nunca me amou
E hoje eu vivo pedindo que não fujas
Pra tentar entender o que passou.
 
Eu virei assassino e sufoquei
Uma flor que nascia no meu ego
Eu passei pela flor e arranquei
Fui um monstro diabólico não lhe nego.
 
Orgulhoso, por ti quando eu passava
Eu zombava do pranto em tua face
E a raiz desta flor que em mim ficava
Me provou que raiz seca renasce.
 
Eu queimei os papéis do desabafo
Um vestígio sequer eu não deixei
O destino ? Esse foi nosso carrasco,
Mas um dia do tal me vingarei...
 
 
Rafael Neto ...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Provocação de Vizinha



Com a Bíblia e um rosário
Procurei um reverendo
E fui logo lhe dizendo
Escute aqui Seu Vigário
Ao seu confessionário
Há muito tempo eu não vinha
Porque motivo eu não tinha
Mas agora um me atormenta
Homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

Eu não bebo, não namoro
Também não tenho complexo
Mas essa história de sexo
Me perdoe, Padre, eu adoro!
E lá na rua que eu moro
Mora uma comadre minha
Do juízo de galinha
E a trazeira de jumenta
E homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

No altar da Santa Madre
Não nego os pecados meus
Seu Padre, eu pensava em Deus
Agora é só na comadre
Tu precisa ver Seu Padre
Como é que ela caminha
E no banco da pracinha
O jeito que ela se senta
E homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

A mulher é tão faceira
Que quando chega na praia
Tira a blusa, tira a saia
E se escorna numa cadeira
Uma perna em Mangabeira
Outra lá em Camboinha
E é nessa brincadeirinha
Que o caboclo se arrebenta
Homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

Entre as casas minha e dela
Há uma meia parede
E igual um touro com sede
Ontem eu espiava ela
Ela chegou na janela
Esticou uma cordinha
E estendeu uma calcinha
Roçando na minha venta
Homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

O Padre ai perguntou:
- E ela tem as pernas grossas?
- Dão três ou quatro das nossas
Seu Vigário, já pensou?
A pele é um bibelô
Nunca nasceu uma espinha
Todos desejam a boquinha
Dos seus lábios de polenta
E homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

O padre fez um sorriso
E falou com água na boca:
Vou confessar essa louca
E vou com ela ao Paraíso
Diga a ela que eu preciso
Falar com ela a noitinha
Ela me espere sozinha
Que eu chego às doze e quarenta
Que homem fraco não aguenta
Provocação de vizinha

E você, seu deletério
Seu maniaco, tarado!
Vá rezar ajoelhado
No portão do cemitério
Pra cada santo um mistério
E uma salve rainha
E a cada ladainha
Acenda uma vela benta
Que depois você aguenta
Provocação de vizinha

Autor: Daudeth Bandeira

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MÁQUINA DO TEMPO

Máquina do tempo

A minha especialidade...
É sorrir estando triste,
Pra você ficar pensando
Que a minha alegria existe,
Mas se eu fosse um modernista
Em máquina um especialista,
O mundo estava em perigo!
Acabava o sofrimento...
Criando um equipamento
Pra ter você comigo.

Uma máquina do tempo
Se eu pudesse construir,
Eu tenho plena certeza
Todo dia, iria rir...
Pois quando houvesse um impasse,
Ou quando triste eu ficasse,
“Entre pedras e espinhos”...
Ligava o equipamento...
Voltando a qualquer momento,
Que estivemos juntinhos.

Se eu controlasse o TEMPO
Como em filme pude ver,
Com um controle remoto
Podendo RETROCEDER,
AVANÇAR, PARALISAR,
Dar PLAY e depois VOLTAR,
Talvez fizesse um regaço!
Paralisava a nação,
E só apertava o botão
Quando te desse um abraço.

Se eu fosse um astronauta
Nos espaços siderais
Viajando entre as estrelas
Que brilham como cristais
Chegaria à conclusão
Que nem a constelação,
Nem mesmo a luz do luar
Possuem teu cromossomo,
Tem brilho, mas não é como,
O brilho do teu olhar.

Amanhã eu estarei...
Palmilhando esta jornada
Com rugas, meio grisalho,
E a matéria cansada...
Talvez eu te bisbilhote
Olhe o teu semblante e note,
Que o brilho modificou,
E por mais que o tempo passe
Volto à “fita” e vejo a face
De quem tanto me inspirou.

Como uma máquina do tempo
Meu pensamento poético
Viajara pelas eras...
Como um raio cibernético...
Com quem eras, te assemelho,
E tu, olhando um espelho,
Fitando a própria feição...
Lembrando aquilo que eras
Quando as tuas primaveras
Reinavam, em pleno verão.

A beleza a terra come
E a velhice, a transfigura
Mas se estiveres comigo,
Toda a tua formosura...
Eu guardarei na lembrança
Pois como o tempo não cansa
Passa e a gente nem vê...
Eu te direi: - Tenha calma,
Formosa mesmo é a alma
Que esta dentro de você.

Na mesma máquina do tempo
Eu hei de te convidar,
Somente para nós dois
Dentro dela, viajar...
A máquina? São os pensamentos,
Trazendo a mente momentos
Que já vivemos querida...
Se me deixares sozinho?
Andarei neste caminho...
Perdido, pra toda vida...

Rafael Neto
23/08/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fotos ...

 CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO EM CHORROCHÓ - BA
  CÍCERO GALVÃO E RAFAEL NETO EM CHORROCHÓ - BA
Essa aqui eu nem lembrava mais, é do tempo do meu estande cultural , a maior banquinha de cordel do estado de Alagoas e esse garotinho é meu fã, achei essa foto na net e decidir postar ... EM PIRANHAS AL (CENTRO DE ARTE E CULTURA / ESPAÇO OFICINA VIVA).

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Versos Diversos

Mocinha de Passira
Quem vem de raça de puta
não fala de rapariga
sua mãe é leviana
sua avó é quenga antiga
a sua filha ganha a feira
vendendo o pé da barriga
*
Amor é vinho servido
Em alva taça pequena
Quem bebe pouco quer mais
Quem bebe mais se envenena
Quem se envenena de amor
Morrendo Deus não condena.
*
A vida se inicia
Sob o ventre maternal
O filho se liga à mãe
No cordão umbilical
Nasce, cresce, vive e ama
Depois a morte lhe chama
Para a campa sepulcral.
 
Manoel Filó
Cantador pra enfrentar Manoel Filó
É preciso comer besouro assado
Dar pancadas com o gume do machado
Num angico que tem um sanharó
Se enrolar com uma cobra de cipó
Dar um chute num cão com hidrofobia
Mastigar na cabeça de uma jia
Se subir num coqueiro catolé
Se montar em Inácio Jacaré
E viajar três semanas pra Bahia.
 
Louro Branco
O trovão estronda andando
Pelo firmamento infindo,
Céu de nuvens se cobrindo
Cascatas cantarolando,
O pirilampo voando
Em noites de escuridão,
Só parece um avião
Com a sinaleira acesa;
Tudo que há de beleza
Deus colocou no sertão.
 
Diniz Vitorino
E as abelhas pequenas, sempre mansas
Com as asas peludas e ronceiras
Vão em busca das pétalas das roseiras
Que se deitam no colo das ervanças
Com ferrões aguçados como lanças
Pelo cálix das flores bebem essência
E fazem mel que os mestres da Ciência
Com os séculos de estudo não fabricam
Porque livros da Terra não publicam
Os segredos reais da Providência.
 
José Lucas de Barros
A lua, barco risonho,
No seu posto ingênuo e belo,
Era o mimoso castelo
Da poesia e do sonho,
Um astronauta medonho
Lá chegou bastante cedo,
E, como no seu degredo
Esperava um trovador,
Ao ver um explorador
A lua tremeu de medo.
 
João Paraibano
O que mais me admira
É ver o sapo inocente
Que gosta de lama fria
Mas detesta a terra quente
Vendo da cobra o pescoço
Pinota dentro do poço
Pra se livrar da serpente.
 
Manoel Xudu
O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranqüilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo
 
Mariana Teles
O levantar da cabeça
É sempre a melhor saída
Passar por cima dos baques,
Molhar com pranto a ferida,
Sem cansar, nem pedir pausa,
Na queda se enxerga a causa
Dos recomeços da vida!
 
João Paraibano
Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.
 
Mariana Teles
Toca a brisa da noite no portão
O cabelo se assanha com o vento
O balanço da rede em movimento
E um rádio tocando uma canção
A saudade arranhando um coração
E a duvida de um sempre, ou nunca mais
Uma lágrima caindo e o vento faz
Se espalhar pela face entristecida
Eu na rua buscando achar saída
Pra tristeza que a tua falta trás.
 
Faço um verso, misturo com aguardente
Um cinzeiro com as cinzas do veneno
Numa noite sem lua me enveneno
Por não ter o clarão do céu presente
O espelho espelhando em minha frente
A metade de um todo que foi nosso
Eu procuro não ver, mas tem um troço
Pra abrir os meus olhos quando fecho
Sem ter sono, inquieta me remexo
Que dormir sem você ,sei que não posso.
 
Vem o vento, tocar-me bem mais forte
O relógio passando sem medida
Ao meu lado, um copo de bebida
Refletindo o futuro : que é a morte …
Nele afogo o desgosto, já que a sorte
Resolveu repartir nossa união
Te guiando pra outra direção
E deixando meus olhos sem os teus…
De lembrança ,restou o teu adeus
E a saudade entupindo o coração.
* * *
João Lourenço
Eu já passei tanta coisa
Que na vida nem pensava
Pra minha felicidade
A mulher que eu procurava
Deus teve pena de mim
Mostrou aonde ela estava
* * *
Fenelon Dantas
O rádio é para se ouvir
E todo mundo entender
O telefone é melhor
Para a gente ouvir sem ver
No telefone eu namoro
Sem minha mulher saber.
 
Dimas Batista
Na vida material
cumpriu sagrado destino :
o Filho de Deus, divino,
nos deu gloria espiritual.
Deu o bem, tirou o mal,
livrando-nos da má sorte.
Padeceu suplicio forte,
como o maior dos heróis.
Morreu pra dar vida a nós :
A vida venceu a morte.
 
 

29º FESTIVAL DE REPENTISTAS DE PETROLINA

 REPORTER DA TV GRANDE RIO NATANAEL CORDEIRO E RAFAEL NETO
 ROGÉRIO MENEZES E IVANILDO VILA NOVA
 NATANAEL CORDEIRO E RAFAEL NETO
 SEBASTIÃO DA SILVA E RAFAEL NETO
FRANCINALDO OLIVEIRA, RAFAEL NETO E SILVIO GRANJEIRO
 RAFAEL NETO E IVANILDO VILA NOVA
 SILVIO GRANJEIRO E FRANCINALDO OLIVEIRA

 MAXIMINO BEZERRA RAFAEL NETO E RINALDO ALEIXO
 MAXIMINO BEZERRA E RINALDO ALEIXO


 NATANAEL CORDEIRO E RAFAEL NETO
 RAFAELNETO E NATANAEL CORDEIRO

 SEBASTIÃO DA SILVA E MOACIR LAURENTINO
RAIMUNDO CAETANO HIPOLITO MOURA E RAFAEL NETO

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Tu és linda como a neve

Quando do céu se desprende

Todo homem a ti se rende

Mas o que vê não descreve,

Nenhum poeta se atreve

Falar em tanta candura

E essa tua formosura

Não existe em passarela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Eu nunca li um poema

Que contenha os teus perfis,

Nem achei nenhuma atriz

Que brilhe no teu cinema

Tua beleza é algema,

Que não prende e nem tortura

Mas só de passar segura,

Olhares imóveis nela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Nenhuma estrela cadente

Possui a tua candura

Seu olhar leva a loucura

Qualquer coração carente,

Se algum pintor competente

For fazer tua pintura

Coitado, vai à loucura,

Morre e não termina a tela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.

Autor : Rafael Neto

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quando ela dorme

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Quando ela dorme



É a hora em que, na certa,

A proteção da coberta,

Corpo entregue ao abandono

Um lindo rosto pequeno

Traz o semblante sereno

De quem goza o justo sono.



Que tu dormes eu bem sei,

Já, até, te imaginei

Envolta em silêncio e paz...

Pressinto cada detalhe

Para os quais não há encalhe

Todos meu amos desfaz.



Teus dias são todos cheios

De afazeres, aperreios

E de loucas correrias,

Com a noite tu desmaias

E, entre sedas cambraias

Recobras as energias.



Nesse momento tão grato

Nada te mina o recato

Até que, do paraíso

Parte um sono impertinente

Pra vasculhar tua mente

E te roubar um sorriso.



Por ti sempre desprezado,

Eu permaneço acordado

Em meu recinto tristonho,

Enquanto o mundo me esquece,

Elevo aos céus uma prece,

Sonhando entrar no teu sonho!



E quando a dor mais aperta

Na madrugada deserta,

Pinta o céu sublime tela...

Eu olho, sem entendê-las,

Um turbilhão de estrelas

Entrando pela janela.



Sussurra o vento do outono,

Sigo a vigiar-te o sono,

Em doce entretenimento

Tu não vês indiferente

Sobre teu corpo dormente

Repousar meu pensamento!



Mesmo ao longe eu te vigio

Sobre teu leito macio,

Da madrugada deserta

Cada suspiro em teu sono

Corpo entregue ao abandono,

À proteção da coberta.



Quieto, te aguarda o sol,

O esplendor do arrebol,

Os corais sobre os abrolhos,

O mar, a selva sombria,

Tudo é luz sorri o dia

Quando tu abres os olhos.



São dois olhinhos pequenos

Num rosto terno e moreno

Singularmente incrustados...

Dois espelhos refletores

De meu mundo de temores

Dois astros do céu baixados! ...



Autor :  Mauro Ramalho