domingo, 20 de junho de 2010

Frases

A vida tem altos e baixos, ela é como uma escada rolante que anda nos dois sentidos, se hoje você está em baixo não se preocupe a escada vai mudar de sentido e você vai subir.
Rafael Neto.

Orgulhoso é aquele que vem descendo o morro e não vê a dificuldade de quem vem subindo.
Rafael Neto.

Na construção da escada que me levará ao céu, percebo que cada vez que me distraio num erro boto abaixo o que tinha construido.
Rafael Neto.

A vida nada mais é que uma viagem para o céu, porém poucos chegarão lá, porque precisa perseverança pra não desistir no meio do caminho.
Rafael Neto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Zé Viola & Rafael Neto.



Poemas


Me afoguei na maré da sedução/Quando o barco do amor perdeu o rumo.



Já cruzei muitos mares caudalosos,
Porém nesse eu quase perco a vida.
Nesse barco a passagem é só de ida
Nos prazeres dos mares ondulosos,
Meus desejos carnais são poderosos
Pra tirar minha vida do seu prumo,
E pra viver ou morrer eu mesmo assumo,
Que o culpado de tudo é a paixão
Me afoguei na maré da sedução
Quando o barco do amor perdeu o rumo.



No naufrágio do barco do amor/Você foi meu colete salva-vidas.


Na borrasca da onda violenta
O barquinho do amor passava apuros,
Afundando com quatro ou cinco furos
Onde a força da onda o arrebenta.
Nesta hora você se apresenta
E me abraças, com as forças combalidas,
Me encorajas, ter fôlego sem medidas,
Pra vencermos as ondas do terror
No naufrágio do barco do amor
Você foi meu colete salva-vidas.


Rafael Neto.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Versos

MEU PEQUENO PARAÍSO
Firmo Batista

Tuas flores serranas, virginais,
no silêncio da noite adormecida
são poéticas partículas liriais,
duma tela fulgente, colorida !...
que conserva as imagens madrigais
do teatro real da minha vida !

O cansaço me bota pra dormir!
nem dormindo consigo te esquecer.
Porque sonho, e sonhando posso ouvir,
tua brisa soprar pra me aquecer.
A saudade me mata sem sentir
e eu sentindo, morrendo sem querer.

PALHAÇO QUE RI E CHORA!
Lourival Batista

Pinta o rosto, arruma palma,
dentre os néscios e sábios!
O riso aflora-lhe aos lábios,
a dor tortura-lhe a alma!
Suporta, com toda a calma,
desgostos a qualquer hora...
Quando quer bem vai embora;
vive num eterno drama:
Pensa, sonha, sofre e ama,
PALHAÇO QUE RI E CHORA!

Se ama alguém com desvelo
deixá-lo é martírio enorme,
se vai deitar-se, não dorme,
se dorme, tem pesadelo,
sentindo um bloco de gelo,
que o esfria dentro e fora.
Desperta, medita e cora,
sente a fortuna distante,
julga-se um judeu errante
PALHAÇO QUE RI E CHORA!

Pelo destino grosseiro
a vida jamais lhe agrada.
Se sente a alma picada,
tem que ir ao picadeiro.
Não pode ser altaneiro,
não tem repouso uma hora,
chagas dentro, rosas fora...
Guarda espinho, mostra flor,
misto de alegria e dor
PALHAÇO QUE RI E CHORA!

Palhaço tem paciência,
que da planície ao pináculo
este mundo é um espetáculo,
todos nós a assistência.
À falta de inteligência
gargalhamos qualquer hora,
choramos sem ter demora
sem ânimo, coragem e fé,
porque todo homem é
PALHAÇO QUE RI E CHORA!

OLIVEIRA DE PANELAS

No cilente teclado universal
DEUS pôs som nas sutis constelações,
e na batida dos nossos corações
colocou a pancada musical,
quando a harpa da brisa matinal
vai fazendo concerto pra aurora,
nessas lindas paisagens que DEUS mora
em tecidos de nuvens está escrito:
é a música o poema mais bonito
que se fez do princípio até agora.

Quando as pétalas viçosas das roseiras
dançam juntas com o sol se levantando,
vem a brisa suave carregando
pólen vivo das grávidas cerejeiras,
verdejantes, frondosas laranjeiras,
soltam hálito cheiroso à atmosfera,
toda mãe natureza se aglomera:
de perfume, verdume, que beleza!...
É o canto da própria natureza,
festejando o nascer da primavera!

MULHER MARAVILHA

MULHER MARAVILHA
Donzílio Luís

Quem desenhou o teu rosto
teve riquíssimas visões,
deixou tudo bem composto
em formas e proporções,
das primeiras às seguintes
nos verdadeiros requintes,
deixando um todo perfeito,
e no fim por segurança
deu um toque de pujança
pra ninguém botar defeito!

Teus lábios, favos de mel
fabricados com acinte
no apuro do pincel
de LEONARDO DA VINCI,
sua perfeita moldura
gozou de desenvoltura
do mestre de mão precisa,
mas teus toques magistrais
encantam mil vezes mais
que o rosto da Mona Lisa!

Essas pequenas barrocas
que tens sobre as faces gêmeas
são exíguas pororocas
tipicamente das fêmeas,
são resultados dos choques
dos derradeiros retoques,
que DEUS deu nas faces tuas
e vêm dobrar meus desejos
de aplicar dúzias de beijos
em cada uma das duas !

Entre sorrisos, olhares...
e franzimento na testa
via gestos e esgares !
Teu ego se manifesta:
séria, sorrindo, chorando,
lendo, dormindo, falando...
teu rosto atraente brilha
com expressões humorísticas,
que te dão características
DUMA MULHER MARAVILHA !...

(Homenagem) Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

MULATA

Diniz Vitorino

Vem, donzela mulata, que preciso
oscular tua face imaculada!
Flutuar sobre as ondas do teu riso,
para o leite da praia aveludada.

Delirando de amor, hoje, amenizo
esta ardente paixão desenfreada,
navegando ansioso ao paraíso,
no teu corpo de deusa esculturada.

Respirando o perfume que te banha,
quero ser a ternura que acompanha
o desfile excitante dos teus beijos!

Apalpando o veludo dos teus seios,
tua boca soprando em meus anseios,
acalmando o calor dos meus desejos!

IRACEMA

Diniz Vitorino

Foste, pois, virgem guerreira,
a mais bela brasileira
das ocaras primitivas;
teu nome doce e gentil
cobrirá sempre o BRASIL
com véu de lembranças vivas.

Se tu ao prado chegavas,
quando uma rosa beijavas,
e se a rosa fosse linda,
ao receber o teu halo,
se balançava no talo,
ficando mais bela ainda.

(Homenagem) Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

AOS CANTADORES
Diniz Vitorino

Ilustres colegas,
fiéis andarilhos,
ó amados filhos
das musas celestes!
Eu vos enalteço,
chorando ou sorrindo,
por tudo de lindo
que em versos fizestes.

Poetas gigantes,
caboclos aedos,
os vossos dez dedos
são teclas caipiras,
cavando saudades
em mundos de anseios,
tirando gorjeios
das bocas das liras.

As vossas violas
são harpas sonoras,
cítaras canoras,
vestidas de rendas...
pianos matutos,
que gemem sonatas,
ferindo as mulatas,
no chão das fazendas.

As vossas falanges
dedilham baiões,
tocando os bordões,
batendo nas primas,
jogando nas nuvens
poemas dispersos,
conjunto de versos,
colóquios de rimas.

Amantes da lua,
poetas legítimos!
Ó filhos dos ritmos,
dos cantos selvagens!
As vossas cantigas
aos rudes ofendem,
porque não entendem
das vossas linguagens.

Cantai, cantadores,
fazei vossa festa!
A vida só presta
com cantos assim.
Se fordes expulsos
por gênios perversos,
cantai vossos versos
somente pra mim.

(Homenagem) Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

EU CANTADOR
Diniz Vitorino

Eu sou o pássaro cantor,
a patativa de gola,
o colibri sem gaiola,
que, além da humanidade,
faz da garganta um piano,
para, nas verdes ramagens,
compor em versos selvagens,
as valsas da liberdade.

A cigarra da floresta
sempre foi minha irmã gêmea...
ela, a selvagem boêmia;
eu, o boêmio cantor.
Ela, cantando nos bosques,
eu, nos sertões ressequidos,
transformo feios gemidos
em liras puras de amor.

Sou um ídolo imortal.
Sou caboclo das mãos grossas.
Transformo humildes palhoças
em bonitos pavilhões.
Meu pinho, quando soluça,
deixa as mulatas tostadas,
estáticas, fulminadas
por circuitos de emoções.

É lindo cantar tranqüilo,
da maneira como canto,
sem incomodar-me tanto,
com fortunas obtusas,
e fazer d’alma um refúgio
para as ninfas virtuosas,
do peito um berço de rosas
para o repouso das musas.

Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

SEXTILHAS
Na terra paraibana
foi onde eu pus os meus pés.
Caminhei pintando os lírios
dos majestosos painéis,
que formam telas sedosas
nos aromáticos vergéis.

Vi os dias infantis,
cheguei na adolescência,
cantei olhando pra o céu,
bebendo divina essência
dos frutos que DEUS espreme
na taça do inocência.

No tempo da mocidade
fui ÍDOLO dos cantadores;
dos cantadores que foram
meus fãs, admiradores,
e hoje me negam bom-dia
pra magoar minhas dores!

Eu sei que não estou seguro
nesta profissão que estou:
sou ferido sem ferir,
chorando pra festa vou,
sofro, mas só deixo o palco
depois que termina o show.
Diniz Vitorino.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ISMAEL PEREIRA, RAFAEL NETO, JOTALUNAS E GILBERTO ALVES

ISMAEL PEREIRA E RAFAEL NETO
SR. SEBASTIÃO DA SUPRAVE NO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO E EU AUTOGRAFANDO.


RAFAEL NETO E GILBERTO ALVES

ISMAEL PEREIRA E RAFAEL NETO

VALDIR TELES E GILBERTO ALVES



VALDIR TELES E RAFAEL NETO



RAFAEL NETO E GILBERTO ALVES