sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Na mesma moeda

Tratei tantas com desprezo
Que agora estou desprezado
E nas vítimas do meu passado

Até hoje eu vivo preso;
Pensei: Vou sair ileso,
Dos erros que cometi
Mas foi então que eu vi
Semelhança em minha queda
Porque na mesma moeda
O desprezo eu recebi.


Sorri das dores alheias
Pisei em mil sentimentos
Só queria os monumentos;
As modelos; as sereias;
Zombei de todas as feias
No meio do vai e vem;
Veio um castigo do além;
Pras minhas ações malditas
Nem feias e nem bonitas
Hoje eu vivo sem ninguém.


Por causa dessa arrogância
De analisar só por fora;
Eu estou sofrendo agora
Pela minha ignorância, 
Mesmo assim eu sinto a ânsia
De viver outra paixão;
Vivendo a desilusão
E soluçando a minha dor 
Imploro esmolas de amor
Que nem a feias me dão.


Nenhum comentário:

Postar um comentário