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quarta-feira, 9 de junho de 2010

(Homenagem) Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

AOS CANTADORES
Diniz Vitorino

Ilustres colegas,
fiéis andarilhos,
ó amados filhos
das musas celestes!
Eu vos enalteço,
chorando ou sorrindo,
por tudo de lindo
que em versos fizestes.

Poetas gigantes,
caboclos aedos,
os vossos dez dedos
são teclas caipiras,
cavando saudades
em mundos de anseios,
tirando gorjeios
das bocas das liras.

As vossas violas
são harpas sonoras,
cítaras canoras,
vestidas de rendas...
pianos matutos,
que gemem sonatas,
ferindo as mulatas,
no chão das fazendas.

As vossas falanges
dedilham baiões,
tocando os bordões,
batendo nas primas,
jogando nas nuvens
poemas dispersos,
conjunto de versos,
colóquios de rimas.

Amantes da lua,
poetas legítimos!
Ó filhos dos ritmos,
dos cantos selvagens!
As vossas cantigas
aos rudes ofendem,
porque não entendem
das vossas linguagens.

Cantai, cantadores,
fazei vossa festa!
A vida só presta
com cantos assim.
Se fordes expulsos
por gênios perversos,
cantai vossos versos
somente pra mim.

(Homenagem) Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

EU CANTADOR
Diniz Vitorino

Eu sou o pássaro cantor,
a patativa de gola,
o colibri sem gaiola,
que, além da humanidade,
faz da garganta um piano,
para, nas verdes ramagens,
compor em versos selvagens,
as valsas da liberdade.

A cigarra da floresta
sempre foi minha irmã gêmea...
ela, a selvagem boêmia;
eu, o boêmio cantor.
Ela, cantando nos bosques,
eu, nos sertões ressequidos,
transformo feios gemidos
em liras puras de amor.

Sou um ídolo imortal.
Sou caboclo das mãos grossas.
Transformo humildes palhoças
em bonitos pavilhões.
Meu pinho, quando soluça,
deixa as mulatas tostadas,
estáticas, fulminadas
por circuitos de emoções.

É lindo cantar tranqüilo,
da maneira como canto,
sem incomodar-me tanto,
com fortunas obtusas,
e fazer d’alma um refúgio
para as ninfas virtuosas,
do peito um berço de rosas
para o repouso das musas.

Diniz Vitorino Morreu dia 05/06/2010.

SEXTILHAS
Na terra paraibana
foi onde eu pus os meus pés.
Caminhei pintando os lírios
dos majestosos painéis,
que formam telas sedosas
nos aromáticos vergéis.

Vi os dias infantis,
cheguei na adolescência,
cantei olhando pra o céu,
bebendo divina essência
dos frutos que DEUS espreme
na taça do inocência.

No tempo da mocidade
fui ÍDOLO dos cantadores;
dos cantadores que foram
meus fãs, admiradores,
e hoje me negam bom-dia
pra magoar minhas dores!

Eu sei que não estou seguro
nesta profissão que estou:
sou ferido sem ferir,
chorando pra festa vou,
sofro, mas só deixo o palco
depois que termina o show.
Diniz Vitorino.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ISMAEL PEREIRA, RAFAEL NETO, JOTALUNAS E GILBERTO ALVES

ISMAEL PEREIRA E RAFAEL NETO
SR. SEBASTIÃO DA SUPRAVE NO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO E EU AUTOGRAFANDO.


RAFAEL NETO E GILBERTO ALVES

ISMAEL PEREIRA E RAFAEL NETO

VALDIR TELES E GILBERTO ALVES



VALDIR TELES E RAFAEL NETO



RAFAEL NETO E GILBERTO ALVES


quinta-feira, 18 de março de 2010

Cantando no seminário do centenário de Maria Bonita

CEARÁ e RAFAEL NETO.

EU.

EU,
EU MESMO,

E EU DENOVO.