Quer fazer este mundo mais tristonho,
Tire o charme romântico das flores;
Quer banir a beleza, apague as cores,
Quer matar um poeta, mate o sonho!
Entretanto, se quer Jesus risonho,
Faça um gesto de amor, abrace a vida;
Veja o mundo na tela colorida
Da visão inspirada de um profeta,
E não toque no sonho de um poeta,
Que o poeta sem sonho se liquida.
José Lucas de Barros.
No dia em que eu morrer,
Deixo a mulher sem conforto,
Roupas e malas guardadas,
O chapéu num torno torto
E a viola com saudades
Dos dedos do dono morto.
Louro Branco
A morte é uma pantera
Que a todo mundo apavora
Mata aqui mata acolá
Sai matando mundo a fora,
Mas isso tudo porque
Não sabe a dor de quem chora.
Antonio Marinho
Eu sou lá do Rio Grande
Nasci no tempo da fome
O meu pai era tão pobre
Que só possuía o nome
E é porque nome de gente
É coisa que não se come.
João Paulino de Medeiros.
Não sei quem é o autor
Desta sentença de peso:
O beijo é fósforo aceso
Na palha seca do amor.
Bastos Tigre.
Andei procurando um besta,
Que fosse um besta capaz,
De tanto procurar besta,
Encontrei este rapaz,
Que não serve pra ser besta,
Porque é besta demais.
Moisés Sesiom.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
VIVA A VIOLA!!
O paraibano Antonio Tenório Cavalcante, mais conhecido como Paraíba da Viola, poeta, repentista, folheteiro e Presidente da Ordem Brasileiro dos Poetas de Literatura de Cordel, hoje, 25/07/2010, completou 68 anos e, com certeza, é mais baiano que paraibano. Chegou por estas bandas em 1975 e se instalou na cidade de Conceição do Coité onde constituiu família e se estabeleceu como poeta, após ser pedreiro, eletricista e carregador. Sua fama corre mundo e sua banca de folhetos situada na Praça Cayru é a maior referência da Literatura de Cordel na Bahia.
IX FESTIVAL DE VIOLEIROS E REPENTISTAS DE SALVADOR
Aconteceu no dia 24 de outubro, sábado, a partir das 20 horas, o IX FESTIVAL DE VIOLEIROS E REPENTISTAS DE SALVADOR, em homenagem a Papada e com apoio da FPC, OBPLC e Sindicato dos Comerciários, no Espaço Cultural dos Comerciários, em Nazaré. Paraíba da Viola, atual presidente da Ordem dos Poetas da Bahia, iniciou falando das dificuldades para a realização do evento e da condução da bandeira do Cordel na Bahia, que não é uma tarefa só dele, mas de todos os poetas.
Bule-bule assumiu o comando do evento para que Paraíba participasse da peleja. Com sua costumeira animação anunciou os membros da comissão julgadora e enumerou as duplas concorrentes aos 10 Troféus expostos na mesa. Participaram do evento, as seguintes duplas:
Caboquinho e João Ramos; Zé Pedreira e Leandro; Antonio Queiroz e Beija-Flor; Paraíba da Viola e Davi Ferreira; Nadinho e Antonio Maracujá; Bráulio Pinto e Rui Aboiador; e, Zé Francisco e Lucas de Oliveira. A festa foi finalizada com o Grupo de Samba Raízes do Sertão.
Seis duplas disputam 35º Festival de Violeiros do Nordeste

Pela 35ª vez, acontece neste sábado, 29, a partir das 20 horas, o Festival de Violeiros do Nordeste, na área cultural do Mercado de Arte Popular. A entrada é fraqueada ao público.
O objetivo principal do festival que transforma Feira de Santana na "Capital do Repente" é preservar a poesia popular. Os cantadores entram em "batalha" verbal com rimas, motes, improvisos, sextilhas e repentes.
O tradicional evento é realizado pela Associação dos Violeiros e Trovadores da Bahia (AVTB), com apoio da Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca).
Vão participar as seguintes duplas:
Caboquinho e João Ramos, de Feira de Santana
Leandro Tranquilino, de Candeal, e Antônio Queiroz, Serrinha
Vem-Vem do Nordeste, Sergipe, e Galego da Viola, de Pernambuco
Gilberto Alves e Noel Calixto, de Alagoas
Fenelon Dantas e Heleno Feitosa, da Paraíba
Paraíba da Viola e Nadinho, de Riachão do Jacuípe.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A poesia esta no sangue...



Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
14/04/2009 - 17:38
Rafael Neto se apresenta no Festival de Violas e Repente em Paulo Afonso
Rafael Neto entre Gilberto Alves e Zé Viola. Vai acontecer dia 24 de abril um Encontro de violeiros em Paulo Afonso. Deram ao evento o nome de Festival de Violas e Repente e dele participam apenas três poetas repentistas: Gilberto Alves, Zé Viola e o jovem Rafael Neto.
Pode parecer coisa pequena para quem já viu e vai voltar a ver dentro de algum tempo os grandes Festivais de Repentistas que já aconteceram por aqui, com Ivanildo Vila Nova, João Paraibano, Valdi Teles, Louro Branco e tantos nomes da nossa cultura popular, mas é um recomeço importante, do resgate desse espaço.
Em 2008, o projeto Na Mala do Poeta tem poesia de todo jeito levou às ruas, dezenas de poetas, declamadores, músicos e violeiros que encheram de alegria a pracinha do Coreto da cidade. A idéia nasceu de uma monografia de Jotalunas do seu curso de Letras da Faculdade Sete de Setembro.
Mas a proposta de levar a música, o entretenimento, o lazer, a poesia para as ruas vem de longe, desde os tempos do Pastoril, das atuações do Grupo Curicaca, criação da Professora Lúcia Teixeira que interpretava as histórias dos cordéis nordestinos nas ruas da cidade.
O professor Reginaldo, em sua disciplina de Artes na Uneb também levou seus alunos a produzirem espetáculos além dos muros da universidade.
Mais recentemente a professora Glória Lira, do Departamento de Cultura da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Paulo Afonso promoveu um encontro de artistas da cidade e um bom público esteve no Lindinalva Cabral prestigiando o evento que era a abertura de oficinas de criação, em vários estilos, com grande número de inscritos.
E o que se vê todos os anos é o grande número de estudantes talentosos, de todos os colégios da cidade, produzindo shows e eventos culturais, focando, principalmente, a arte nordestina da dança, do canto, da música e o cordel, os repentistas começam a merecer o destaque que precisam ter.
Voltando à Mala do Poeta, ao fim de seis apresentações na Praça do Coreto, os organizadores do evento, Luiz Ruben e Jotalunas, produziram um livro reunindo os poetas que estiveram ali, declamando versos, criando poesia. Dentre estes estava o jovem Hélison Rafael Neto, neto do Poeta de Cristo, um dos seus maiores incentivadores.
O jovem poeta que está agora com 17 anos e conclui o ensino médio no Colégio Carlina Barbosa de Deus tem marcado presença em eventos culturais da cidade e da região. Descobriu esse dom da poesia ainda menino quando estudava no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju e não parou mais.
Embora nascido na capital sergipana, porque, segundo seu avô, sua mãe teve uma gravidez complicada e mereceu cuidados especiais, mora em Paulo Afonso. Já produziu dezenas de folhetos de cordel “em dez estilos diferentes”, diz o avô, que acrescenta: “Ele já participou de 56 eventos culturais, em colégios, universidades, nos clubes sociais da cidade”.
Um dos que investe e se mostra preocupado com esse pedaço da cultura sertaneja é o empresário Sebastião Leandro de Morais, do Supermercado Suprave que tem um carinho especial por Rafael Neto, a quem ele chama de “Poetinha de Cristo”. Para apoiar o jovem poeta, Sebastião deu-lhe um emprego de menor aprendiz na Suprave, comprou pra ele uma viola e apóia e promove eventos com a participação do Rafael.
De viola em punho, Rafael Neto ousa vôos mais altos e se apresenta ao lado de outros repentistas, consagrados pelas suas caminhadas no Nordeste.
O próximo encontro será no dia 24 de abril, a partir das 19 horas, no auditório do Sinergia (rua Floriano Peixoto, atrás da Gráfica Fonte Viva).
Ali o Rafael Neto vai estar ao lado de Gilberto Alves e de Zé Viola, grandes repentistas nordestinos. “Para que isso aconteça, diz o empolgado Poeta de Cristo, o avô, tem sido grande a correria na busca de apoio. Além de Sebastião, da Suprave, que nos tem apoiado sempre, estamos contando com o apoio da Prefeitura de Paulo Afonso, da Chesf, da FS Copiadora e de outros amigos, como a Folha Sertaneja, nessa caminhada".
Que bom! A poesia popular está retomando seu espaço!
“Banhando com o sal do pranto / As feridas da saudade”
O tempo vem rasgando
Em alta velocidade
E vem deixando a saudade
Do tempo que vai passando
A velhice vem chegando
Com uma voracidade
Vem tirando a liberdade
De alguém que viveu tanto
Banhando com o sal do pranto
As feridas da saudade. (Rafael Neto)
O professor Reginaldo, em sua disciplina de Artes na Uneb também levou seus alunos a produzirem espetáculos além dos muros da universidade.
Mais recentemente a professora Glória Lira, do Departamento de Cultura da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Paulo Afonso promoveu um encontro de artistas da cidade e um bom público esteve no Lindinalva Cabral prestigiando o evento que era a abertura de oficinas de criação, em vários estilos, com grande número de inscritos.
E o que se vê todos os anos é o grande número de estudantes talentosos, de todos os colégios da cidade, produzindo shows e eventos culturais, focando, principalmente, a arte nordestina da dança, do canto, da música e o cordel, os repentistas começam a merecer o destaque que precisam ter.
Voltando à Mala do Poeta, ao fim de seis apresentações na Praça do Coreto, os organizadores do evento, Luiz Ruben e Jotalunas, produziram um livro reunindo os poetas que estiveram ali, declamando versos, criando poesia. Dentre estes estava o jovem Hélison Rafael Neto, neto do Poeta de Cristo, um dos seus maiores incentivadores.
O jovem poeta que está agora com 17 anos e conclui o ensino médio no Colégio Carlina Barbosa de Deus tem marcado presença em eventos culturais da cidade e da região. Descobriu esse dom da poesia ainda menino quando estudava no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju e não parou mais.
Embora nascido na capital sergipana, porque, segundo seu avô, sua mãe teve uma gravidez complicada e mereceu cuidados especiais, mora em Paulo Afonso. Já produziu dezenas de folhetos de cordel “em dez estilos diferentes”, diz o avô, que acrescenta: “Ele já participou de 56 eventos culturais, em colégios, universidades, nos clubes sociais da cidade”.
Um dos que investe e se mostra preocupado com esse pedaço da cultura sertaneja é o empresário Sebastião Leandro de Morais, do Supermercado Suprave que tem um carinho especial por Rafael Neto, a quem ele chama de “Poetinha de Cristo”. Para apoiar o jovem poeta, Sebastião deu-lhe um emprego de menor aprendiz na Suprave, comprou pra ele uma viola e apóia e promove eventos com a participação do Rafael.
De viola em punho, Rafael Neto ousa vôos mais altos e se apresenta ao lado de outros repentistas, consagrados pelas suas caminhadas no Nordeste.
O próximo encontro será no dia 24 de abril, a partir das 19 horas, no auditório do Sinergia (rua Floriano Peixoto, atrás da Gráfica Fonte Viva).
Ali o Rafael Neto vai estar ao lado de Gilberto Alves e de Zé Viola, grandes repentistas nordestinos. “Para que isso aconteça, diz o empolgado Poeta de Cristo, o avô, tem sido grande a correria na busca de apoio. Além de Sebastião, da Suprave, que nos tem apoiado sempre, estamos contando com o apoio da Prefeitura de Paulo Afonso, da Chesf, da FS Copiadora e de outros amigos, como a Folha Sertaneja, nessa caminhada".
Que bom! A poesia popular está retomando seu espaço!
“Banhando com o sal do pranto / As feridas da saudade”
O tempo vem rasgando
Em alta velocidade
E vem deixando a saudade
Do tempo que vai passando
A velhice vem chegando
Com uma voracidade
Vem tirando a liberdade
De alguém que viveu tanto
Banhando com o sal do pranto
As feridas da saudade. (Rafael Neto)
"De repente" ainda se vive

Ana Bárbara Figueiredo
O repente é uma arte com vários séculos de existência e especialmente no Brasil tem uma maior presença na região Nordeste. Esta tradição folclórica, com o passar dos anos, foi perdendo força e, hoje, principalmente os jovens não conhecem e não sabe a sua importância, o mercado musical tem as portas praticamente fechadas para esta arte. Apesar destas dificuldades, a tradição vem sendo mantida e em Feira de Santana, especificamente, os irmãos Caboclinho e João Ramos são os grandes expoentes e principais divulgadores na região.
Ana Bárbara Figueiredo
O repente é uma arte com vários séculos de existência e especialmente no Brasil tem uma maior presença na região Nordeste. Esta tradição folclórica, com o passar dos anos, foi perdendo força e, hoje, principalmente os jovens não conhecem e não sabe a sua importância, o mercado musical tem as portas praticamente fechadas para esta arte. Apesar destas dificuldades, a tradição vem sendo mantida e em Feira de Santana, especificamente, os irmãos Caboclinho e João Ramos são os grandes expoentes e principais divulgadores na região.
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