quinta-feira, 8 de agosto de 2013

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Tu és linda como a neve

Quando do céu se desprende

Todo homem a ti se rende

Mas o que vê não descreve,

Nenhum poeta se atreve

Falar em tanta candura

E essa tua formosura

Não existe em passarela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Eu nunca li um poema

Que contenha os teus perfis,

Nem achei nenhuma atriz

Que brilhe no teu cinema

Tua beleza é algema,

Que não prende e nem tortura

Mas só de passar segura,

Olhares imóveis nela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.



Nenhuma estrela cadente

Possui a tua candura

Seu olhar leva a loucura

Qualquer coração carente,

Se algum pintor competente

For fazer tua pintura

Coitado, vai à loucura,

Morre e não termina a tela

És um cristal de flanela

De tanto brilho e fofura.

Autor : Rafael Neto

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