terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Conselho ao meu machado

Conselho ao meu machado
 
-Oh! Machado voraz eu te confesso
Que eu estou com remoço e compaixão
Conduzir o senhor na minha mão
E destruir a floresta por “progresso”.
 
- Mas humilde e tristonho hoje eu lhe peço
Mate a minha ganância e ambição;
Para quê cortar pau fazer mourão?
Se isso tudo nos traz um retrocesso!
 
-Eu sou a ferramenta mais ruim
Vou cortar Pau Brasil e Pau Cetim
O Ipê, a Braúna e a Jaqueira.
 
- Talvez isso jamais lhe favoreça;
“Oh! Machado sisudo reconheça
Que o seu cabo possante é de madeira”.
 
17.12.2013
 
Rafael Neto   

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